A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário
educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio
social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando
por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia.
Estamos praticamente vivendo na sociedade do conhecimento onde os
processos de aquisição do conhecimento
assumem um papel de destaque exigindo um profissional crítico, criativo,
reflexivo e com capacidade de pensar, de aprender a aprender, de trabalhar em
grupo e de se conhecer como indivíduo. Cabe à educação formar esse profissional.
No entanto, a educação capaz de formar esse profissional não pode mais ser
baseada na instrução que o professor transmite ao aluno mas, na construção do
conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento dessas novas competências.
A
revolução tecnológica apresenta a todos um desafio: compreender que se trata do
surgimento de uma nova cultura, que exige uma adaptação nos modos de ver, ler,
pensar e aprender.
“Inclusão digital é escolarização digital, ou seja, a
aprendizagem necessária para que o indivíduo circule e interaja com o mundo das
mídias digitais, como consumidor e como produtor de seus conteúdos e processos”.
A
oferta de equipamentos, é condição necessária, mas não suficiente para se
realizar uma verdadeira inclusão digital. A educação mediada pela tecnologia é
um jogo e “ao brincar, a criança reinventa o jogo, cria sempre novos lances e
desafia a máquina experimentando com ousadia e curiosidade os resultados que
desencadeia”.
A incorporação das alterações que as TICs trazem ao ambiente de
ensino-aprendizagem passa também por uma mudança nas atitudes: a informatização
das escolas não pode se dar sem a integração aos projetos pedagógicos. “A
inclusão digital deve ser praticada com vistas à inclusão social”, descartando
o que chama de “adestramento digital”. O que se deseja é fazer das ferramentas
da informação e da comunicação instrumentos para o desenvolvimento da cognição,
e que as escolas sejam os móveis desse processo, proporcionando uma “nova
leitura” da tecnologia.
O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao
currículo escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio
às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos
para uma sociedade informatizada.
APLICAÇÃO DOS RECURSOS DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
Muitas escolas do Brasil já possuem um laboratório de
informática com acesso à Internet, softwares educacionais e programas básicos
(editores de texto, programas de edição de imagens e apresentações, planilhas
de cálculo, etc). Porém, basta ter os recursos? Como utilizá-los de maneira a
garantir o desenvolvimento do aluno?
Em primeiro lugar, temos que partir do princípio de que o
computador é apenas uma ferramenta. Sozinho, não é capaz de trazer avanços
educacionais. Uma escola que resolve utilizá-lo como recurso didático necessita
de bons professores, preparados e treinados, para utilizar os recursos
oferecidos por este sistema tecnológico de forma significativa.
Colocar qualquer software para os alunos usarem não gera aprendizado. É importante que a escola tenha um projeto pedagógico que envolva a utilização do computador e seus recursos. O aluno não pode ser um mero digitador, mas sim, ser estimulado a produzir conhecimentos com o uso do computador. Neste sentido, o professor deve agir
como um orientador do projeto que está sendo desenvolvido.
Colocar qualquer software para os alunos usarem não gera aprendizado. É importante que a escola tenha um projeto pedagógico que envolva a utilização do computador e seus recursos. O aluno não pode ser um mero digitador, mas sim, ser estimulado a produzir conhecimentos com o uso do computador. Neste sentido, o professor deve agir
como um orientador do projeto que está sendo desenvolvido.
O uso da Internet também é um caso importante. De nada adianta pedir para um aluno fazer uma
pesquisa na Internet sem as devidas orientações. Cabe ao professor instruir os
alunos para que estes não façam simples cópias de textos encontrados em sites.
Apenas copiando, os alunos não vão aprender. As orientações devem ser no
sentido de como elaborar uma pesquisa, como encontrar sites confiáveis, como gerar
conhecimentos com o material pesquisado, etc.
Uma mudança
qualitativa no processo de ensino/aprendizagem acontece quando se consegue
integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias: as telemáticas, as
audiovisuais, as textuais, as orais, musicais, lúdicas e corporais.
As habilidades
relacionadas ao uso de tecnologia delineiam um novo modelo para a escola. Os
recursos oferecidos pelos computadores, pela Internet e outras redes de
comunicação evidenciam a necessidade de se estabelecerem vínculos entre os
conteúdos das disciplinas escolares, as diversas aprendizagens no âmbito da
escola e a realidade cotidiana.
Até o advento
das tecnologias de informação e comunicação, a escola era o lugar para onde as
pessoas se destinavam a fim de adquirir conhecimento sistematizado, o lugar
onde estavam as informações mais importantes e o professor era visto, então,
como o detentor e provedor de saberes. Com a profusão de mídias e facilidade de
acesso oferecido pelas tecnologias de informação e comunicação, a escola
redefine-se no que diz respeito a ser repositório de informações e o professor
passa a ter o papel de mediador e orientador da aprendizagem, devendo ser hábil
no uso das tecnologias para a educação. (PREITO,1999).
Em se tratando
da utilização de novas tecnologias no contexto educacional, o que se percebe é
que o educador encontra-se inserido num emaranhado de conexões cujo centro é
móvel, pois a mudança é frequente, esperada e, por vezes, extraordinária. Não
há uma tecnologia específica a ser utilizada, nem uma forma única de utilização
dos recursos tecnológicos, mas um leque de oportunidades educativas que as
diferentes tecnologias revelam, cabendo ao professor adequá-las às necessidades
e especificidades da escola e do alunado com que atua.
Parabéns Vanda!
ResponderExcluirVanda....
ResponderExcluirEstá ficando muito bom seu blog!
Continue explorando as ferramentas disponíveis.
Bom trabalho
Olá Vanda! Muito boa a sua abordagem sobre a questão da utilização dos laboratórios de informática. Realmente, muitas vezes deixamos a desejar, pois o laboratório está disponível e nós, ao invés de criarmos uma aula diferente, em um ambiente mais interessante, insistimos em ficar na sala de aula, lotando o quadro-negro de tarefas para os alunos copiarem. Temos que repensar urgentemente nossas práticas.Parabéns pelo Blog.
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